segunda-feira, junho 21, 2004

SANGUE RUIM

Passo faca, meto bala, dou pedrada e o que for preciso. Pra mim, pulou é pulga qu'ue esmago na unha. Gastei o que não tinha. Roubei o que precisei e também o que era luxo. Pus muita cria sem sobrenome pra pedir por ai. Reparti errado. Fiz intriga. Tomei a parte dos outros. Molhei a mão de fardas e togas que deram na cara. Tudo bem, tive minha volta... pra desilusão de muitas mulheres, que agora vivem de pensão desse estado de coisas. Também já fiz bastante bagunça onde imploravam silêncio. Neguei água pra sedento. Pão pra esfomeado. Neguei conforto pra quem apareceu moido. Neguei o ar que se respira! Só não nego é fogo. E não me arrependo. Aliás, me matar vou eu mesmo, que pra Deus nenhum dou esse direito sagrado.