quinta-feira, fevereiro 21, 2008

Caminhante

Chuva prateada, caminhando na estrada
Pingos largos e pesados, me deixando aliviado

Andando como se tivesse algum lugar pra chegar
Longa caminhada pelo sol
Só estava indo onde meus olhos não podem enxergar

Esperando encontrar o inesperado, não o indesejado
Esperando surpresa, coisas com sabores de loucuras
Um espiríto de aventuras censurado,
pelas fronteira previamente postas

Enquanto eu vou andando deixo a chuva molhar minhas costas
Um alívio, frio quase gelado
Levando o suor terra a baixo
Passa um senhor sentado em burro

Feliz da vida com uma viola
Passa e diz boa tarde
Sorrio.
Caminho um pouco mais

De certo sei que não estou perdido
Mas se tivesse, estar perdido é ter mais a andar apenas
Então não ligo para os calos do meus pés
Afinal qualquer caminhada vai dar em alguma maré.